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Manual de utilização do simulador de crédito aos consumidores

Este simulador permite calcular o valor da prestação mensal de um crédito ao consumo (novo ou já existente) e verificar como essa mesma prestação varia por efeito de alterações no montante do capital em dívida, no período do empréstimo, na taxa de juro ou em alterações combinadas daquelas variáveis.

Para simular deve  preencher os seguintes campos:

  • “Montante do empréstimo” e “Outros valores financiados” (caso se aplique) sendo a soma o capital em dívida; 
  • “TAN” (taxa de juro anual nominal do empréstimo) que corresponde à soma  da taxa de referência/indexante e do spread;  
  • “ Período do empréstimo em meses”

Caso o crédito inclua um período de carência e/ou um diferimento de parte do capital deverá preencher os campos respectivos.

Caso existam devem também preencher-se os campos de:

  • “Comissões iniciais em Euros” que corresponde às comissões pagas inicialmente;
  • “Comissões mensais em Euros” com os valores das comissões regulares associadas ao empréstimo.
  • "Valores anuais dos prémios de seguros em Euros"
  • "Seguros – prémio único em Euros, no caso de algum dos seguros ser pago “à cabeça”.  

Sobre o montante do financiamento incide imposto de selo, à taxa de 1,0% (para prazos de empréstimo iguais ou superiores a 5 anos, de 0,9% para prazos entre 1 e 5 anos ou de 0,07% por mês para prazos inferiores a 1 ano) e sobre as comissões acresce imposto de selo à taxa de 4%, tal como sobre os juros (a taxa de juro usada para calcular a prestação mensal é, por isso, de TANx1,04). Todos estes encargos com impostos entram para efeitos de cálculo da TAEG.

O resultado da simulação permite também conhecer:

  • A totalidade dos juros a pagar (“Total de Juros”)
    Os encargos totais com comissões, iniciais e regulares, seguros e impostos (“Encargos”)
    “Custo total do empréstimo” e “TAEG” (Taxa anual de encargos efectiva global)

Cálculo da prestação mensal - Exemplo 1

Exemplo 1
Empréstimo na modalidade de reembolso padrão (taxa variável)

Para um empréstimo de 1500€ a 5 anos (60 meses) indexado à Euribor 6 meses (com valor inicial, por exemplo, de 4,5%), de TAN igual a 5,0% (Euribor 6 meses + spread de 0,5%), obtém-se uma prestação mensal (capital e juros) de 28,44€.

Cálculo da prestação mensal - Exemplo 2

Exemplo 2
Empréstimo na modalidade de reembolso padrão (taxa variável)

Caso se opte por um prazo de 3 anos (36 meses), e mantendo-se constantes todas as restantes condições do Exemplo 1, obtém-se uma prestação mensal de 45,09€.
 
Todavia, no final do prazo do empréstimo o montante total de juros pagos terá sido de 123,28€, inferior aos 206,67€ caso tivesse optado pelo empréstimo a 60 meses.

Refixação da taxa de juro

Exemplo refixação
Refixação, decorridos 6 meses, da taxa de juro do empréstimo (taxa variável)

Num empréstimo indexado à Euribor 6 meses, a taxa de juro é revista de 6 em 6 meses, de acordo com a média do indexante observado no mês anterior ao da respectiva revisão.
 
Para avaliar o impacto na prestação mensal da alteração do valor do indexante, decorridos 6 meses sobre o início do empréstimo, deve-se alterar em conformidade o campo da taxa de juro (“TAN” = indexante + spread) e ajustar o montante do capital em dívida e o prazo do empréstimo.
 
Retomando o Exemplo 1, se a Euribor 6 meses for agora de 5,00%, deverá colocar-se no campo “TAN” o valor de 5,5%. Simultaneamente, no campo do “Montante do empréstimo” coloca-se o valor do capital que ficou em dívida 6 meses depois do início do empréstimo e no campo do “Período de empréstimo em meses” o número de prestações em falta, ou seja, 1.366,90€ e 54 meses, respectivamente.
 
Devido ao aumento da taxa de juro, o valor da prestação mensal passou de 28,44€ para 28,77€.
 

Renegociação

Exemplo renegociação
Renegociação, ao fim de 24 meses, do prazo e do spread do empréstimo

O simulador permite calcular o valor da nova prestação mensal na sequência de uma renegociação das condições do empréstimo, nomeadamente do seu prazo e/ou spread.
 
Admita-se assim, por exemplo, que o prazo do empréstimo é encurtado um ano e o seu spread é simultaneamente reduzido em 0,1%.
 
Partindo do Exemplo 1, e admitindo que volvidos 2 anos sobre o seu início sem que a Euribor 6 meses se tivesse alterado, tem-se agora um empréstimo de 946,23€, a 24 meses (60-24-12), à TAN de 4,9% (Euribor 6 meses de 4,50% e spread de 0,4%).
 
A prestação mensal aumenta para 41,55€, mas o valor total de juros a pagar passa a ser de 179,94€, inferior aos 206,67€ da situação original.

Amortização parcial

Exemplo amortização
Amortização parcial antecipada do empréstimo padrão decorridos 2 anos

Para conhecer o efeito sobre a prestação mensal de uma amortização parcial de capital de, por exemplo 200€, passados 2 anos sobre o início do empréstimo, dever-se-ão alterar em conformidade os campos do capital em dívida e prazo remanescente do empréstimo.
 
Retomando o Exemplo 1 e assumindo que a taxa de juro se manteve inalterada, o valor da prestação mensal de um empréstimo de 746,23€ (946,23€-200€) à TAN de 5,0%, por um período de 36 meses (60 -24) passa a ser de 22,43€.
 
O valor do pagamento antecipado é calculado com base numa taxa de actualização sobre o montante a reembolsar, taxa essa que corresponderá a uma percentagem mínima de 90% da taxa de juro em vigor no momento da antecipação do reembolso para o contrato em causa. Se o pagamento antecipado ocorrer na primeira quarta parte do período do empréstimo a instituição pode ainda exigir o pagamento dos juros relativos a esse período.
 
As comissões de reembolso antecipado foram alterados para os contratos celebrados a partir de 1 de Julho de 2009 - ver Reembolso antecipado
 

Carência de capital

Exemplo carência
Contratação de um período de carência de 6 meses, ao fim de 1 ano

A contratação de um período de carência de por exemplo 6 meses, decorridos 12 meses sobre o início do empréstimo (capital em dívida de 1.230,30€, do Exemplo 1, assumindo que a taxa de juro não sofreu alteração) envolve uma redução da prestação mensal, durante esse período, de 23,11€ (que deixa de ser de 28,44€ para passar a ser de 5,33€).

Depois da carência o valor da prestação mensal aumenta para 32,10€, quando o empréstimo retoma a sua modalidade de reembolso em prestações constantes (este valor obtém-se simulando o valor da prestação associada a um empréstimo de 1.230,30€, à TAN de 5,0%, por 42 meses).

Note-se que, com a modalidade de carência de capital o montante total de juros a pagar aumenta de 206,67€ para 283,85€, quando comparado com o empréstimo do Exemplo 1.

Diferimento de capital

Exemplo diferimento
Diferimento de 30% do capital para o final da vida do empréstimo

Se às condições do empréstimo do Exemplo 1, juntar a possibilidade de diferimento de, por exemplo, 30 % do capital (0,3 x 1500€), o valor das prestações n.º 1 a 59 reduz-se de 28,44€ para 21,86€; a prestação n.º 60 e última tem, todavia, o valor de 471,86€, por ser devida nessa altura também a totalidade do capital diferido.
 
Note-se que, com a modalidade de diferimento de capital, o montante total de juros a pagar aumenta de 206,67€ para 261,67€, quando comparado com o empréstimo do Exemplo 1.
 

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