Autoridade Bancária Europeia publicou relatório sobre a utilização de Big Data

A Autoridade Bancária Europeia (EBA) publicou um relatório sobre a utilização, no setor bancário, de tecnologia para o processamento de grandes volumes de dados (Big Data). Neste relatório, a EBA descreve o panorama atual de utilização desta tecnologia, define os quatro pilares essenciais para o seu desenvolvimento, implementação e adoção e elenca os elementos de confiança a observar de forma a mitigar os seus potenciais riscos.

Esta reflexão surge no contexto da monitorização da inovação financeira. A EBA constatou que as instituições financeiras estão ainda numa fase inicial de utilização de ferramentas de Big Data, mas que se perspetiva uma maior adesão no futuro.

A pesquisa efetuada permitiu concluir que a utilização de Big Data se verifica, nomeadamente, na área da mitigação do risco (por exemplo, em modelos de risco de crédito), do risco operacional (por exemplo, ciber-risco, fraude e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo), da relação com o cliente (por exemplo, avaliação da sua satisfação, designadamente nos canais de comunicação, como o chat, e-mail e chatbot), bem como da análise de mercado e da automação das tarefas de back office.

A EBA sublinha que a confiança nas soluções de Big Data é essencial para potenciar a sua utilização e benefícios, destacando a importância de se assegurar a observância de um conjunto de princípios éticos, como a proteção dos direitos e interesses dos clientes, a transparência, a segurança, a proteção dos dados pessoais e a prevenção da discriminação e da exclusão financeira.

 

Enquadramento

A EBA desenvolveu este estudo aprofundado sobre a utilização de Big Data no setor bancário na sequência do relatório sobre a utilização de Big Data pelas instituições financeiras publicado pelo Comité Conjunto das Autoridades Bancárias Europeias (ESA) e no contexto do EBA Fintech Roadmap, publicado em março de 2018.

Este relatório tem em vista a partilha de informação sobre Big Data entre reguladores e supervisores e uma melhor compreensão sobre o desenvolvimento, a implementação e a adoção desta inovação tecnológica, salvaguardando o princípio da neutralidade tecnológica.