perguntas frequentes
glossário
O que é uma conta de serviços mínimos bancários?
Nas decisões financeiras ler também é o melhor remédio.
Conheça o regime para crédito à habitação de jovens até aos 35 anos
Lista de intermediários de crédito autorizados a exercer atividade
Como proteger-se da fraude online?
Pagamentos em segundos, 365 dias por ano.
Conheça os seus direitos quando faz pagamentos na Europa.
Sabe o que é o produto interno bruto? E a inflação?
Saiba mais sobre o concurso de finanças pessoais para estudantes universitários.
O orçamento familiar deve ser elaborado no início de cada mês, seguindo os passos abaixo indicados.
Também pode ser útil elaborar um orçamento anual, para planear o pagamento de despesas que ocorrem uma vez ao ano.
Os rendimentos (ou receitas) são “o dinheiro que se ganha”.
Para preparar o orçamento mensal, faça uma lista dos rendimentos que recebe, considerando apenas valores líquidos.
Para uma gestão mais prudente, devemos considerar no orçamento mensal apenas os rendimentos certos.
Rendimentos que podemos assumir como garantidos no nosso orçamento mensal, como um salário ou uma pensão de reforma. São rendimentos estabelecidos num contrato (de trabalho ou reforma) e sabemos quanto e quando iremos receber.
Rendimentos que não devemos considerar no nosso orçamento mensal, uma vez que não temos a certeza de que iremos efetivamente recebê-los ou, mesmo tendo essa certeza, não conseguimos quantificar antecipadamente o seu valor. Este tipo de rendimento pode incluir comissões recebidas em função do volume de vendas, prémios de desempenho anuais ou prendas de aniversário e heranças.
As despesas são “o dinheiro que se gasta”.
Registe, no orçamento, as despesas que o agregado familiar prevê realizar ao longo do mês.
Além de incluir todas as despesas, é importante distinguir as despesas entre necessárias e supérfluas e entre fixas e variáveis.
Quando classificamos as despesas em função da sua criticidade, podemos ter:
São gastos com bens e serviços essenciais (como alimentação, vestuário, habitação, saúde e educação), que, nalguns casos, podemos reduzir, mas não eliminar totalmente.
São gastos com bens e serviços não essenciais, que satisfazem os nossos desejos, mas que vão além das necessidades (como viagens, atividades de lazer ou restaurantes).
São despesas que, em caso de necessidade, podemos reduzir ou eliminar totalmente.
Quando classificamos as despesas em função da sua flexibilidade, podemos ter:
São gastos que não podem ser eliminados a curto prazo, porque não dependem do nosso consumo (como a renda de uma casa ou a prestação de um crédito à habitação).
São gastos que dependem do nosso consumo mensal e podem, por isso, ser reduzidos (ou mesmo eliminados), embora alguns não possam diminuir além de um certo limite (como despesas com alimentação, água, gás e eletricidade).
A classificação das despesas é importante para a gestão do orçamento familiar. Quanto maior for o peso das despesas fixas (que não podemos alterar) no total de despesas, mais dificuldade a família vai ter para fazer face a um imprevisto financeiro como, por exemplo, o aumento inesperado de despesas devido a uma doença, ou a perda de rendimento resultante de uma situação de desemprego.
Depois de apurarmos os rendimentos/receitas do agregado familiar e as despesas que irá fazer durante o mês, podemos calcular o saldo do orçamento.
Saldo do orçamento = Total de receitas – Total de despesas
Mesmo que o saldo seja positivo, devemos avaliar se é suficiente para cumprir a meta de poupança que queremos atingir naquele mês. Se o saldo não permitir atingir essa meta, ainda temos oportunidade de reavaliar o orçamento, uma vez que estamos a fazer este exercício no início do mês.
Ter uma poupança é fundamental para enfrentar situações imprevistas, como um aumento inesperado das despesas, uma quebra dos rendimentos, ou ambas. A poupança também permite fazer face a despesas que podemos antecipar em certos momentos, como é o caso da chegada de um filho ou a entrada no período da reforma. Finalmente, a poupança a ajuda-nos a comprar bens de valor mais elevado (como um carro ou uma casa) e a concretizar os nossos sonhos (fazer uma viagem).
Para conseguirmos poupar, é fundamental definir objetivos e metas para a poupança e tê-los bem presentes quando estivermos a elaborar o nosso orçamento mensal.
Saber qual o objetivo com que estamos a poupar – para criar um fundo de emergência ou fazer uma viagem - é um forte incentivo para aumentar o nosso compromisso em poupar todos os meses. Definir metas de poupança, que queremos atingir num determinado período - de 3, 6 ou 12 meses -, ajuda-nos a sermos mais disciplinados e a tomar decisões mais conscientes sobre as nossas despesas mensais.
Para garantir que cumprimos as nossas metas de poupança, podemos considerar o valor a poupar todos os meses como uma “despesa fixa” do orçamento e esta “despesa” deve ser realizada assim que o mês começa. Ou seja, a poupança não deve ser o montante que sobra depois de todas as despesas, mas um montante que colocamos de parte, logo no início de cada mês.
Para apoiar a elaboração do orçamento familiar, utilize ferramentas úteis, como:
Portal Todos Contam - Simulador do orçamento familiar
Portal Todos Contam - Simulador da poupança
Orçamento familiar - Porque é importante
Créditos > Gerir dívidas > Prevenção do incumprimento
Materiais de formação financeira > Tema: orçamento familiar
Vídeo "Porque é importante elaborar um orçamento familiar?"
Vídeo #ficaadica “A contar os dias para as férias?”
Vídeo #ficaadica “Não consegues equilibrar o orçamento para as férias?”